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domingo, 22 de abril de 2012

Projeto Mochilão Argentina - Buenos Aires

Não lembro mais com qual companhia aérea fomos para Buenos Aires, mas tivemos uma escala em Montevidéu, que na viagem de ida serviu para descermos do avião passarmos pelo aeroporto e subirmos de novo no mesmo avião.
O site do Lonely Planet recomenda que ao chegar em Buenos Aires você pegue o Tienda Leon, que são umas vans com percurso pré-determinado, mas no final das contas, como eramos em dois o preço ficava quase o mesmo de se pegar um taxi. Ficamos em um hostel chamado Aires Porteños, que achamos no hostelworld, pra começar quando fizemos as reservas no site agendamos quartos coletivos de até 4 pessoas, ficamos num quarto com 7 camas (segundo o moço que estava no balcão na hora que chegamos, o hostel não faz diferenciação entre agendamentos de quartos coletivos). O prédio era meio velho, o quarto era super escuro, e muito, mas muito quente, o ventilador do teto ficava ligado noite e dia. Mas tinha um café da manhã bem gostoso.
Em Buenos Aires andamos principalmente de metro, ônibus e a pé, os transportes públicos são extremamente baratos e apesar de todas as recomendações de parentes e amigos, não fomos roubados!
No primeiro dia acordamos cedo e fomos ao Jardim Japonês, e de bônus, pela boa vontade de ir até lá na chuva, estava tendo um evendo de anime/manga, tinha exibição de desenhos, alguns cosplays mas nada de bugigangas pra comprar...


Achamos um restaurante vegetariano/chinês perto do jardim japones: Spring. Não era muito caro e a comida era muito boa, e também era um dos poucos lugares onde conseguimos achar bebidas realmente geladas. Almoçamos lá quase todos os dias.
Fomos também ver a Casa Rosada, algumas igrejas ao redor, andamos pela Calle Florida, fomos as Galerias Pacífico (alguém nos contou, antes de irmos, que uma prima tinha sido roubada dentro das Galerias Pacífico, mas deve ter sido uma pessoa muito distraida, pois é um shopping, com seguranças e tudo mais), e ao Puerto Madero.



Puerto Madero era o lugar mais fresco da cidade, toda vez que ficavamos cansados de andar iamos até lá e ficavamos sentados nos banquinhos aproveitando a brisa, e além disso, tem uma loja da Freddo lá. E eles fazem sorvetes maravilhosos!
No segundo passeamos pela feira de San Telmo, linda, mas nada ascessível. Continuamos caminhando até chegar ao Caminito, se você quer uma foto daquelas com alguém vestido a caráter como dançarino de tango esse é o seu lugar. O caminito é cheio de lojinhas, ambulantes, pessoas tirante fotos e restaurantes.







 
No terceiro dia fomos até o Cemitério da Recoleta, lá você pode optar por uma visita guiado, que custa baratinho e ajuda a manter o cemitério, ou pode comprar um mapinha, ou só vaguar pelo cemitério. Do lado de fora você pode comprar lembrancinhas, terços, santinhos etc.




Mas o melhor de Buenos Aires achamos caminhando a esmo, o melhor alfajor comemos em uma padaria que era só uma portinha e que achamos por acaso quando estávamos indo para o Cemtério. Não compramos muito, mas os melhores achados foram em lojinhas ou banquinhas escondidas.

OBs.: todas as fotos do post são de Rafael Tonani, e são protegidas por licença Creative Commons.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Projeto Mochilão - Resumo e afins

Depois de ver Praga pegamos um voo para Barcelona, e de Barcelona para Buenos Aires, trocamos de aeroporto e ai voltamos pra São Paulo! Muitas horas de aeroporto nesses dias, praticamente uma overdose. E ainda o voo de Barcelona para Buenos Aires atrasou umas 4 horas (tá vendo? sempre bom ter um espaço de manobra entre os voos).
E depois disso tudo ainda pegamos um ônibus pra voltar pra casa.


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 Fiz todos esses posts sobre a viagem que fiz com o intuito de ajudar outros mochileiros de primeira viagem. Porque tivemos alguma dificuldade em planejar a viagem para a Escócia, por causa dessas dificuldades limitamos nosso trajeto e não fomos mais ao norte. O post de hoje é só um resumo de dicas







A Europa é o lugar ideal para uma primeira viagem, tudo é muito organizado,é relativamente serguro, os sistemas de transporte são funcionais, as pessoas estão mais ou menos acostumadas com os turistas. Em Barcelona os anuncios no metro eram falados em diversas linguas (inglês, francês, japonês, menos português).





 
Com relação aos meios de transporte, voamos com 3 das companhias low cost:

1- Ryanair
2- Monarch
3- Vueling




 

Dessas a melhor experiência foi com a Vueling (também pode ser que eu estava muito cansada pra notar qualquer coisa, esse foi o voo de volta para Barcelona). Se for voar com as companhias low cost fique atento as especificações da bagagem de mão (elas tem medida e peso certos). No aeroporto perto do local onde se faz o check in  geralmente tem uma estrutura de ferro pra testar a bagagem de mão (a estrutura é mais ou menos um como uma caixa pra encaixar a bagagem, se ela não couber significa que deve ser despachada). Nestas companhias low cost ao lado do portão de embarque novamente encontramos essas estruturas de metal para testar a bagagem e uma balança. E se a mala for maior do que as especificações você com certeza vai ter que despachar. No portão de embarque ao lado do meu (em outro voo da Ryanair) um rapaz que estava com uma daquelas malas de academia teve que despacha-la, porque apesar da mala estar vazia (vazia mesmo, se a moça tivesse amassado a mala pra dentro da estrutura de metal ela tinha entrado) a mala em si era maior do que as especificações. Notamos que as pessoas que estavam com aquelas malas durinhas com rodinhas sempre eram paradas pelas atendentes de voo para testar as medidas e peso da mala. Nós estávamos com mochilas, não pararam agente nenhuma vez (e as mochilas estava acima do peso). Aquelas maxi bolsa também não são boa idéia, vi algumas moças tendo que esvaziar as bolsa e coloca-las dentro da bagagem de mão ("only one bag" a atendente dizia). Com relação ao voo em si, as poltronas da Ryanair eram definitivamente as mais duras e não reclinavam, as da vueling reclinavam um pouquinho. E durante o voo as atendentes tentam vender de tudo, perfume, comida, cigarro, etc.

Também andamos muito de trem. Se você puder andar de trem acho que vale muito a pena, os trens europeus são muito confortáveis e ver a paisagem não tem preço. Infelizmente para os trajetos que fizemos o trem ficava muito mais caro do que ir de avião. Mas se você for rodar a Europa por um bom tempo acho que vale dar uma olhada no europass (a Escócia não está inclusa no Europass, por isso não compramos). As passagens de trem você pode comprar e reservar os lugares pelo site. Os metros funcionam super bem, infelizmente sempre saíamos pela saida errada e nos perdiamos um pouco pra ahcar os lugares. Os ônibus também eram muito bons, e sempre no horário (na Irlanda, segundo nos disseram o ônibus chegava no horário certinho e 10 minuitinhos depois se não tivesse ninguém ele ia embora).



Com relação a segurança nas viagens, a receita para não ser roubada é simples: não de bobeira. Nos metros de Barcelona e Praga haviam avisos constantes para tomar cuidado com os batedores de carteira, para deixar sua bolsa sempre a vista etc.
Eu encontrei uma moça que tinha sido roubada em Barcelona, mas veja a situação, a moça não falava espanhol, só inglês, estava com uma daquelas maxi bolsa (bem maxi), e a bolsa não tinha ziper nem nada, só um botãozinho no meio. Roubaram tudo da menina, ficou sem nada mesmo, levaram até o passaporte.
Eu sei que doleira é bem chato de usar e tudo mais, mas veja bem, você em um país estrangeiro sem conhecer ninguém, vai arriscar? O namorado foi de pochete (super feio na foto, mas muito funcional).
E com relação aos hostels, muitas das minhas amigas me perguntaram se não tinhamos medo de sermos roubados no hostel. Ficamos em alguns que tinham locker e outros que não. Não roubaram nada de mim. Mas veja bem, o que eu teria na minha bagagem que poderia interessar os franceses? Ou aos americanos? Sempre deixavamos nossas coisas arrumadinhas, nada de se espalhar pelo quarto (para facilitar na hora de arrumar a mala de novo e não incomodar os outros), quando tinha locker deixavamos as coisas importantes no locker, o passaporte estava sempre comigo, não andava com muito dinheiro (sempre passava nos caixas eletrônicos) e divida o dinheiro entre vários bolsos carteiras e entre o namorado e eu. Também levamos anotados os números de telefone da operadora do cartão, do consulado e compramos aquele seguro viagem (também andava com a gente para todos os lados).
 Tivemos muita sorte nessa viagem, ela foi permeada de pessoas que nos ajudaram muito. Ganhamos carona, pessoas nos ajudaram achar o hotel (mesmo sem termos pedido), ganhamos bolacinhas e uma ótima conversa de uma senhora que morava do lado do campo de golfe. Minha amiga ficou muito preocupada quando eu contei essas histórias para ela, e me perguntou "e se eles fossem serial killers?". Acho que se você vai viajar procurando serial killers em todos os lugares sua viagem vai ser muito ruim, na verdade sua vida vai ser bem difícil. Não estou dizendo pra subir no carro de qualquer estranho, mas avalie a situação e aja de acordo.

Outra idéia que foi muito boa foi separar dois dias em Dublin para lavar as roupas e descansar um pouco.  Lavar a roupa é essencial, optamos por levar tudo em uma lavanderia, assim pudemos aproveitar o tempo passeando pela cidade.

                fonte:  http://www2.ilch.uminho.pt/portaldealunos/Estudos/EPI/AH/TCH/P1/Ana%20Lucia/Livro%20de%20Kells.htm

Nossa viagem se baseou em muita andança, então aproveitamos os dois dias em Dublin para ver o livro mais bonito do mundo e assistir ao Riverdance.



Outra coisa, algumas programas valem muito apena, independente do preço (ainda não converti os preços dos ingressos do Riverdance). Não compramos muitas lembrancinhas nem muitas coisas, eu sei que as pessoas ficam felizes quando levamos lembrancinhas, mas o dinheiro que gastaríamos nisso gastamos em outras coisas. Compramos poucas coisas pra nós mesmos, para poder usar o dinheiro pra conhecer mais lugares.

Não levamos guias de viagem, são sempre grandes e pesados (e caros). Imprimimos os mapas para chegar da estação de trem ou aeroporto até o hostel. As vezes imprimimos outros mapas dos lugares aonde queríamos chegar. Mas em todas as cidades havia um Tourist Office, super eficientes, ajudavam a achar hospedagem, tinham panfletos de todas as atrações da cidade, restaurantes e pubs. E mais importante tinham mapas gratuitos (que eram patrocinados por várias lojas e empresas da cidade), que tinham pelo menos o centro das grandes cidades. Qualquer outra informação é só pedir na recepção do hostel (eles também tem os mapas gratuitos do centro da cidade). Em Praga levamos o guia (ganhei de aniversário) ele foi útil em um dia, que já era noite e estávamos perdidos.

Com relação a comida, antes de ir entramos no site do Lonely Planet e pesquisamos as opções. Mas descobri que sempre existem opções vegetarianas na Europa, foi muito útil. E também que optar pelos restaurantes dos Hare Krishna é uma boa idéia, é barato, vem muita comida (muita mesmo), e se você for vegetariano não precisa se preocupar. Também íamos nos mercados e compravamos pão e queijo pra fazer lanche, ou tortas congeladas (muito barato).