quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Projeto Mochilão Argentina - El Calafate e El Chalten

Para chegarmos a El Calafate, que fica já na Patagônia Argentia, pegamos um voo das Aerolineas Argentinas, o voo foi super rápido e tranquilo.Chegando  no aeroporto (que fica bem longe da cidade) tem uma empresa que faz o transporte até a cidade, e já no guiche ganhamos vários cumpons de desconto (principalmente de restaurantes).

El Calafate é uma cidade pequena, a rodoviária fica a alguns quarteirões da rua principal, mas o ônibus que sai do aeroporto deixa os passageiros na rua principal, ou no hoslel/hotel. Ficamos em um hostel chamado Che Lagarto, ficamos num quarto misto, para 4 pessoas, com banheiro privativo. O hostel oferece um bom café da manhã, e você pode contartar os passeios direto na recepção do hostel. Foi um dos melhores hostels que ficamos durante essa viagem, era bem organizado, limpo, o café da manhã era muito bom e os funcionários eram muito simpáticos.
Os passeios variam de caminhadas até trajetos mais longos que podem durar de 3 a 4 dias. Você também pode cavalgar na Patagônia, fazer hikking ou ice-trekking. Nós fomos visitar o Parque Nacional de Los Glaiares, contratamos o serviço no hostel, você tem a opção de ir com um guia ou sem. Fomos com o guia. O ônibus passa na porta de cada hotel/hostel para pegar as pessoas, a entrada no parque é paga separadamente do ônibus, na entrada do parque um funcionário recolhe o dinheiro da entrada. Dentro deste passeio você também pode fazer um passeio de barco, que vai perto do Glaciar.
Esse passeio te leva até o Glaciar Perito Moreno, existe um conjunto de escadas e plataformas que percorrem a lateral do Glaciar e permitem uma visão ótima do Glaciar.

                                          Glaciar Perito Moreno - Foto de Rafael Tonani CC

Também há um passeio de barco que leva outros Glaciares dentro do Parque Nacional, o barco para na frente dos maiores glaciares, leva quase o dia todo, mas vale muito a pena.
Outro ponto de visitação recomendado pelo Lonely Planet é a Laguna Nimez, esse passeio dá para fazer a pé, sem custos. A lagoa fica praticamente dentro da cidade, e dá para ir caminhando, um dos passeios de cavalgada é realizado na lagoa nimez também. Mas se você for só caminhar pela lagoa meio dia é o suficiente. E no caminho para a Lagoa existe uma das lojas das Ovejitas de la Patagonia (uma loja de sorvete e chocolate) que tem fotos antigas da região. E o sorvete é muito bom, o chocolate também!

A cidade conta com uma série de lojas de roupas de frio e souveniers. E um grande parte dos restaurantes vende lunch box para você levar nos passeios. Mas você também comprar alguma coisa no mercado, em El Calafate tem um mercado chamado La anónima, muito barato, mas não tem sacolas, então quando for lá é melhor levar uma mochila ou sacola. E eles vendem o alfajor jorgito (muito bom!):


Outro passeio vendido nos hostels é a viagem até El Chalten, você pode ir e voltar no mesmo dia ou ir e reservar outro hostel por lá.  A estrada até lá é cheia de subidas e descidas e lindas paisagens. A cidade não tem rodoviária, então o ônibus deixa todo mundo na frente de um dos maiores hoteis. Nós fomos e ficamos 3 dias em em El Chalten.



El Chalten é ainda menor que El Calafate, e fica no meio das montanhas, literalmente, a cidade se localiza dentro do Parque Nacional de los Glaciares, por isso antes de entrar na cidade todos recebem uma palestra sobre preservação e um folheto com um mapa das trilhas. Todos os passeios também podem ser contratados diretamente no hostel, mas como não sabíamos disso já tínhamos contratado um passeio de ice-trekking. Ficamos no hostel Condor de los andes, em um quarto misto de 6 camas, com banheiro privativo. Esse hostel é bem pequeno, mas como a região é cheia de pessoas acampando ou fazendo escalada a rotatividade é alta. Ficamos 3 dias passaram pelo nosso quarto umas 8 pessoas. O pior que umas três dessas pessoas estavam acampando e tinha chovido em todas as roupas deles, eles espalharam roupas sujas e molhadas por todo o quarto...
Em El Chalten existem várias possibilidades de passeios, desde caminhadas curtas de 1 hora até caminhadas de dias inteiros e possibilidades de escalada e passeios de barco. Nós fizemos um passeio que deveria incluir uma tiroleza (quer era mentira, na verdade atravessamos o rio pendurados em uma corda), hikking e ice trekking. A paisagem definitivamente valeu a pena todo o esforço, conseguimos uma foto perfeita do Cierro Torre.



Uma das moças que estava hospedada junto conosco queria muito fazer o ice trekking mas não conseguiu, porque o guia da empresa que ela contrataou não levou os equipamentos para fazer o ice trekking, por causa do mau tempo. Quando chegaram perto da geleira o tempo tinha melhorado, mas não puderam fazer o ice trekking por causa da falta dos equipamentos...
Quando eu fui todas as empresas cobravam o mesmo valor por todos os passeios.
Em El Calafate o tempo muda muito rapidamente, então no dia que chegamos ventava tanto que tivemos que comrpar oculos escuros novos, porque a poeira e pedrinhas pequenas estavam passando por baixo dos óculos que tinhamos e entrando nos nossos olhos.... No segundo dia o dia amanheceu chuvoso mas melhorou depois, e no terceiro dia choveu sem parar...

Na rua principal de El Calafate existe uma pizzaria chamada The Shelter, ótimo lugar, ótima pizza, e eles aceitam pagamento em dólar. No final desta rua há uma loja de outdoors, muito boa, e com preços razoáveis, até baratos.
 Na Rua Lago del Desierto há uma chocolateria que tem uma sala no segundo andar, com grandes janelas de vidro dando para a montanha, o chocolate é bom, mas a vista é melhor.
A cidade conta também com algumas lojinhas de souvenir, lojas para aluguel de equipamentos de hikking e escalada, e uma sérei de outros restaurantes.

*Fotos de El Calafate e El Chalten neste post são de Rafael Tonani, protegidas por Licença Creative Commons.

domingo, 22 de abril de 2012

Projeto Mochilão Argentina - Buenos Aires

Não lembro mais com qual companhia aérea fomos para Buenos Aires, mas tivemos uma escala em Montevidéu, que na viagem de ida serviu para descermos do avião passarmos pelo aeroporto e subirmos de novo no mesmo avião.
O site do Lonely Planet recomenda que ao chegar em Buenos Aires você pegue o Tienda Leon, que são umas vans com percurso pré-determinado, mas no final das contas, como eramos em dois o preço ficava quase o mesmo de se pegar um taxi. Ficamos em um hostel chamado Aires Porteños, que achamos no hostelworld, pra começar quando fizemos as reservas no site agendamos quartos coletivos de até 4 pessoas, ficamos num quarto com 7 camas (segundo o moço que estava no balcão na hora que chegamos, o hostel não faz diferenciação entre agendamentos de quartos coletivos). O prédio era meio velho, o quarto era super escuro, e muito, mas muito quente, o ventilador do teto ficava ligado noite e dia. Mas tinha um café da manhã bem gostoso.
Em Buenos Aires andamos principalmente de metro, ônibus e a pé, os transportes públicos são extremamente baratos e apesar de todas as recomendações de parentes e amigos, não fomos roubados!
No primeiro dia acordamos cedo e fomos ao Jardim Japonês, e de bônus, pela boa vontade de ir até lá na chuva, estava tendo um evendo de anime/manga, tinha exibição de desenhos, alguns cosplays mas nada de bugigangas pra comprar...


Achamos um restaurante vegetariano/chinês perto do jardim japones: Spring. Não era muito caro e a comida era muito boa, e também era um dos poucos lugares onde conseguimos achar bebidas realmente geladas. Almoçamos lá quase todos os dias.
Fomos também ver a Casa Rosada, algumas igrejas ao redor, andamos pela Calle Florida, fomos as Galerias Pacífico (alguém nos contou, antes de irmos, que uma prima tinha sido roubada dentro das Galerias Pacífico, mas deve ter sido uma pessoa muito distraida, pois é um shopping, com seguranças e tudo mais), e ao Puerto Madero.



Puerto Madero era o lugar mais fresco da cidade, toda vez que ficavamos cansados de andar iamos até lá e ficavamos sentados nos banquinhos aproveitando a brisa, e além disso, tem uma loja da Freddo lá. E eles fazem sorvetes maravilhosos!
No segundo passeamos pela feira de San Telmo, linda, mas nada ascessível. Continuamos caminhando até chegar ao Caminito, se você quer uma foto daquelas com alguém vestido a caráter como dançarino de tango esse é o seu lugar. O caminito é cheio de lojinhas, ambulantes, pessoas tirante fotos e restaurantes.







 
No terceiro dia fomos até o Cemitério da Recoleta, lá você pode optar por uma visita guiado, que custa baratinho e ajuda a manter o cemitério, ou pode comprar um mapinha, ou só vaguar pelo cemitério. Do lado de fora você pode comprar lembrancinhas, terços, santinhos etc.




Mas o melhor de Buenos Aires achamos caminhando a esmo, o melhor alfajor comemos em uma padaria que era só uma portinha e que achamos por acaso quando estávamos indo para o Cemtério. Não compramos muito, mas os melhores achados foram em lojinhas ou banquinhas escondidas.

OBs.: todas as fotos do post são de Rafael Tonani, e são protegidas por licença Creative Commons.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Mochilão - Argentina

Antes de fazermos o mochilão pela Europa fizemos uma prévia, uma viagem menor e mais barata, pra ver como nos saíamos montando o roteiro de viagem, comprando passagens, reservando hostels, etc.
Então fizemos uma viagem para a Argentina, aqui do lado né? Passamos 13 dias na Argentina, como todo mundo já tinha ido pra lá, menos nós, pegamos várias dicas com os amigos e parentes.


A maior parte das minhas amigas ficaram preocupadas, poderíamos ser assaltados, ou maltratados (porque somos brasileiros e tal), contaram histórias de primas e amigas que foram assaltadas lá.

Nós não fomos assaltados, e nem maltratados por sermos brasileiros. Buenos Aires já está tão cheia de turistas que não parece que eles ligam mais pra de onde são os turistas. Os garçons e atendentes das lojas já até entendiam os brasileiros que se recusavam a falar em espanhol. Nós falamos espanhol enquanto estávamos lá, afinal, tanto tempo estudando a lingua é bom usar quando se tem a chance né?
Não fomos roubados, mas também não ficamos dando bandeira. Numa das história a prima de alguém tinha sido assaltada dentro do shooping (o que será que esta pessoa estava fazendo, e qual o nível de atenção? pra ser assaltada dentro de um shooping e só perceber muito tempo depois?).




A montagem do roteiro foi dura, o que ver na Argentina? Consideramos visitar: Buenos Aires, que é onde fica o aeroporto internacional mais próximo; Mendonza, região famosa pelos vinhedos, mas não bebemos vinho, então descartamos, praia, mas de verdade não parecia boa opção, tanta praia no Brasil né? Ai decidimos ir ver as geleiras. Sabia que na Patagonia argentina tem um Parque Nacional das Geleiras (Parque Nacional de los Glaciares)? Muito legal né?

Foto de Rafael Tonani, Protegida por Licença Creative Commons

Então o roteiro de viagem ficou assim: alguns dias em Buenos Aires, depois rumo a El Calafate e depois El Chalten.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Projeto Mochilão - Resumo e afins

Depois de ver Praga pegamos um voo para Barcelona, e de Barcelona para Buenos Aires, trocamos de aeroporto e ai voltamos pra São Paulo! Muitas horas de aeroporto nesses dias, praticamente uma overdose. E ainda o voo de Barcelona para Buenos Aires atrasou umas 4 horas (tá vendo? sempre bom ter um espaço de manobra entre os voos).
E depois disso tudo ainda pegamos um ônibus pra voltar pra casa.


.




 Fiz todos esses posts sobre a viagem que fiz com o intuito de ajudar outros mochileiros de primeira viagem. Porque tivemos alguma dificuldade em planejar a viagem para a Escócia, por causa dessas dificuldades limitamos nosso trajeto e não fomos mais ao norte. O post de hoje é só um resumo de dicas







A Europa é o lugar ideal para uma primeira viagem, tudo é muito organizado,é relativamente serguro, os sistemas de transporte são funcionais, as pessoas estão mais ou menos acostumadas com os turistas. Em Barcelona os anuncios no metro eram falados em diversas linguas (inglês, francês, japonês, menos português).





 
Com relação aos meios de transporte, voamos com 3 das companhias low cost:

1- Ryanair
2- Monarch
3- Vueling




 

Dessas a melhor experiência foi com a Vueling (também pode ser que eu estava muito cansada pra notar qualquer coisa, esse foi o voo de volta para Barcelona). Se for voar com as companhias low cost fique atento as especificações da bagagem de mão (elas tem medida e peso certos). No aeroporto perto do local onde se faz o check in  geralmente tem uma estrutura de ferro pra testar a bagagem de mão (a estrutura é mais ou menos um como uma caixa pra encaixar a bagagem, se ela não couber significa que deve ser despachada). Nestas companhias low cost ao lado do portão de embarque novamente encontramos essas estruturas de metal para testar a bagagem e uma balança. E se a mala for maior do que as especificações você com certeza vai ter que despachar. No portão de embarque ao lado do meu (em outro voo da Ryanair) um rapaz que estava com uma daquelas malas de academia teve que despacha-la, porque apesar da mala estar vazia (vazia mesmo, se a moça tivesse amassado a mala pra dentro da estrutura de metal ela tinha entrado) a mala em si era maior do que as especificações. Notamos que as pessoas que estavam com aquelas malas durinhas com rodinhas sempre eram paradas pelas atendentes de voo para testar as medidas e peso da mala. Nós estávamos com mochilas, não pararam agente nenhuma vez (e as mochilas estava acima do peso). Aquelas maxi bolsa também não são boa idéia, vi algumas moças tendo que esvaziar as bolsa e coloca-las dentro da bagagem de mão ("only one bag" a atendente dizia). Com relação ao voo em si, as poltronas da Ryanair eram definitivamente as mais duras e não reclinavam, as da vueling reclinavam um pouquinho. E durante o voo as atendentes tentam vender de tudo, perfume, comida, cigarro, etc.

Também andamos muito de trem. Se você puder andar de trem acho que vale muito a pena, os trens europeus são muito confortáveis e ver a paisagem não tem preço. Infelizmente para os trajetos que fizemos o trem ficava muito mais caro do que ir de avião. Mas se você for rodar a Europa por um bom tempo acho que vale dar uma olhada no europass (a Escócia não está inclusa no Europass, por isso não compramos). As passagens de trem você pode comprar e reservar os lugares pelo site. Os metros funcionam super bem, infelizmente sempre saíamos pela saida errada e nos perdiamos um pouco pra ahcar os lugares. Os ônibus também eram muito bons, e sempre no horário (na Irlanda, segundo nos disseram o ônibus chegava no horário certinho e 10 minuitinhos depois se não tivesse ninguém ele ia embora).



Com relação a segurança nas viagens, a receita para não ser roubada é simples: não de bobeira. Nos metros de Barcelona e Praga haviam avisos constantes para tomar cuidado com os batedores de carteira, para deixar sua bolsa sempre a vista etc.
Eu encontrei uma moça que tinha sido roubada em Barcelona, mas veja a situação, a moça não falava espanhol, só inglês, estava com uma daquelas maxi bolsa (bem maxi), e a bolsa não tinha ziper nem nada, só um botãozinho no meio. Roubaram tudo da menina, ficou sem nada mesmo, levaram até o passaporte.
Eu sei que doleira é bem chato de usar e tudo mais, mas veja bem, você em um país estrangeiro sem conhecer ninguém, vai arriscar? O namorado foi de pochete (super feio na foto, mas muito funcional).
E com relação aos hostels, muitas das minhas amigas me perguntaram se não tinhamos medo de sermos roubados no hostel. Ficamos em alguns que tinham locker e outros que não. Não roubaram nada de mim. Mas veja bem, o que eu teria na minha bagagem que poderia interessar os franceses? Ou aos americanos? Sempre deixavamos nossas coisas arrumadinhas, nada de se espalhar pelo quarto (para facilitar na hora de arrumar a mala de novo e não incomodar os outros), quando tinha locker deixavamos as coisas importantes no locker, o passaporte estava sempre comigo, não andava com muito dinheiro (sempre passava nos caixas eletrônicos) e divida o dinheiro entre vários bolsos carteiras e entre o namorado e eu. Também levamos anotados os números de telefone da operadora do cartão, do consulado e compramos aquele seguro viagem (também andava com a gente para todos os lados).
 Tivemos muita sorte nessa viagem, ela foi permeada de pessoas que nos ajudaram muito. Ganhamos carona, pessoas nos ajudaram achar o hotel (mesmo sem termos pedido), ganhamos bolacinhas e uma ótima conversa de uma senhora que morava do lado do campo de golfe. Minha amiga ficou muito preocupada quando eu contei essas histórias para ela, e me perguntou "e se eles fossem serial killers?". Acho que se você vai viajar procurando serial killers em todos os lugares sua viagem vai ser muito ruim, na verdade sua vida vai ser bem difícil. Não estou dizendo pra subir no carro de qualquer estranho, mas avalie a situação e aja de acordo.

Outra idéia que foi muito boa foi separar dois dias em Dublin para lavar as roupas e descansar um pouco.  Lavar a roupa é essencial, optamos por levar tudo em uma lavanderia, assim pudemos aproveitar o tempo passeando pela cidade.

                fonte:  http://www2.ilch.uminho.pt/portaldealunos/Estudos/EPI/AH/TCH/P1/Ana%20Lucia/Livro%20de%20Kells.htm

Nossa viagem se baseou em muita andança, então aproveitamos os dois dias em Dublin para ver o livro mais bonito do mundo e assistir ao Riverdance.



Outra coisa, algumas programas valem muito apena, independente do preço (ainda não converti os preços dos ingressos do Riverdance). Não compramos muitas lembrancinhas nem muitas coisas, eu sei que as pessoas ficam felizes quando levamos lembrancinhas, mas o dinheiro que gastaríamos nisso gastamos em outras coisas. Compramos poucas coisas pra nós mesmos, para poder usar o dinheiro pra conhecer mais lugares.

Não levamos guias de viagem, são sempre grandes e pesados (e caros). Imprimimos os mapas para chegar da estação de trem ou aeroporto até o hostel. As vezes imprimimos outros mapas dos lugares aonde queríamos chegar. Mas em todas as cidades havia um Tourist Office, super eficientes, ajudavam a achar hospedagem, tinham panfletos de todas as atrações da cidade, restaurantes e pubs. E mais importante tinham mapas gratuitos (que eram patrocinados por várias lojas e empresas da cidade), que tinham pelo menos o centro das grandes cidades. Qualquer outra informação é só pedir na recepção do hostel (eles também tem os mapas gratuitos do centro da cidade). Em Praga levamos o guia (ganhei de aniversário) ele foi útil em um dia, que já era noite e estávamos perdidos.

Com relação a comida, antes de ir entramos no site do Lonely Planet e pesquisamos as opções. Mas descobri que sempre existem opções vegetarianas na Europa, foi muito útil. E também que optar pelos restaurantes dos Hare Krishna é uma boa idéia, é barato, vem muita comida (muita mesmo), e se você for vegetariano não precisa se preocupar. Também íamos nos mercados e compravamos pão e queijo pra fazer lanche, ou tortas congeladas (muito barato).



domingo, 30 de outubro de 2011

Projeto Mochilão - Praga

No final da nossa viagem passamos 3 dias em Praga, fomos para lá exclusivamente para ver a Rachel Brice dançar.








Como parte da turne europeia Rachel Brice passou, em 2010, pela França, Grécia, Holanda e República Checa. O mais próximo do nosso trajeto de viagem era Paris, mas os workshops já estavam lotados, o mesmo para Holanda. Sobrando Grécia e República Checa. Mesmo assim, só consegui vaga no último workshop. Mas conseguimos ingresssos para ve-la dançar. Lindíssimo.









http://www.pixievisionproductions.com


Praga foi o único lugar em que fomos no qual não falávamos nada da lingua, não entendíamos nem os rótulos dos produtos no supermercado. E por causa disso compramos água com gás sabor pêssego. E a partir dai só compramos água numa vendinha de um chinês que ao nos ver encarar garrafas de água por 10 minutos falou "still water, still water!".


 



 Praga tem muitos pontos turísticos, igrejas e museus. Não conseguimos ver nem metade do que a cidade tem para oferecer. Mas de acordo com minha amiga duas coisas nós tinhamos que ver: o relógio astrológico e a ponte Charles. O relógio é realmente lindo, e se você estiver por lá no momento em que o relógio bate horas certas pode ver o relógio se mover. E se for em outros horários provavelmente vai ver as noivas tirando fotos com ele.






 
A ponte Charles  também é um ponto turístico movimentadíssimo, e lá você também vai poder ver as noivas tirando fotos. A ponte tem cerca de 30 estátuas de santos e padroeiros, e também é cheia de artistas de rua e vendedores ambulantes. Também é um ótimo ponto para ver o por do sol em Praga. 


E se você cruzar a ponte em direção a cidade velha pode ir até o Castelo (nos não íamos, de acordo com o guia - único guia que levamos na viagem foi o de Praga - ficava meio longe, e estavamos muito cansados, mas de alguma forma fomos parar lá). Algumas partes do castelo são abertas a visitação de forma gratúita, outras só mediante pagamento de uma taxa. Andamos pelas partes gratuitas.
Outros pontos turísticos são as obras de Mucha, aquele que pintava as moças.

                                                             http://www.dailyartfixx.com

Ao lado do Castelo tem a Catedral de St. Vitus, dentro da catedral encontramos duas adoráveis surpresas: uma a tumba de um bispo (eu acho que era bispo, mas agora não tenho certeza), e um vitral feito por Mucha.
A noite fomos ver A noite de Gala Oriental do festial Let´s Dance. E a noite contava não só com  Rachel Brice, mas Aida Nour e Serkan Tutar. Foram 3 horas de apresentação (um tanto quanto longo), os pontos altos pra mim foram Alisa Gurova, da Ucrania (essa foi a coreografia que ela dançou no dia):




Ainda Nour (infelizmente não achei a gravação da noite de Gala)



Serkan Tutar foi sem dúvida muito divertido


e Rachel Brice (essa é a gravação da primeira parte da segunda dança dela na Noite de Gala, namorado que gravou!)



No dia seguinte fui ao workshop, quatro horas de duração, muito bom! Enquanto isso o namorado foi ver as obras de Mucha. E depois, como só anoitesse às 22:00 no verão fomos ao Mirror Maze. Para chegar lá é só pegar o funicular (é só comprar o bilhete na hora) que ele te leva até pertinho do Mirror Maze que fica do lado da Petrin Tower. Tem que pagar tanto para entrar na torre quanto no mirror maze. O mirror maze é de fato um labirinto de espelhos e na metade do caminho há o diorama da batalha pela ponte Charles.







P.S.: olha que lindo, estávamos lá no Mirror maze, e no final tem aqueles espelhos distorcidos, de parques de diversão, nos quais agente fica muito algo, e muito baixo e gordinho. Em porgugês o namorado virou e disse: olha! você é um Umpalompa! Os alemães do lado adoraram e riram, e depois ficaram apontando pra eles mesmo no espelho: "umpalumpa!"

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Projeto Mochilão - de Glasgow para Praga

De Banavie pegamos novamente o Trem e fomos de volta para Glasgow, e olha que é uma viagem de trem e tanto. Passamos por lugares lindos, e choveu quase o tempo todo. Fiquei com vontade de nem ir pra Praga e ficar mais um pouquinho na Escócia. Olha o mapa das estradas viárias da Escócia:

































http://www.projectmapping.co.uk


Eu queria mesmo era ter ido até Toridon eUllapool, mas não foi dessa vez.
Da próximo com certeza vou juntar um pouco mais de dinheiro e alugar um carro, é muito difícil viajar or alguns lugares da Escócia sem um carro.

Voltando para Glasgow ficamos no mesmo Hotel Etap, chegamos lá extremamente cansados, mas fomos passear um poquinho e aproveitamos para passar no Tourist Office pra descobrir como chegar até o aeroporto. Nosso voo sairia do Aeroporto Prestwick (voos internos), a moça que nos atendeu nos deu uma folha com todas as explicações. Descobrimos que o metro só começa a funcionar as 6:30 o voo saia as 7:00, então não dava pra esperar o metro. Segundo a moça do Tourist Office havia um ônibus que levava até a rodoviária e lá pegaríamos outro ônibus até o Aeroporto. Chegando ao Hotel descobrimos que o ônibus até a rodoviária não existia. O recepcionista ligou pra vários lugares e descobriu: tinhamos que pegar um taxi até o aeroporto, ele mesmo providenciou. E o taxi ficou baratinho! Apenas 5 libras.
Viajamos de novo com a Ryanair.

Chegamos a Praga!! E lá eu comprei a Coca-cola mais cara da minha vida, R$ 8,00 por uma garrafa de 600ml. Pedimos informação no aeroporto, e lá mesmo já compramos um bilhete fantástico que te dá acesso ao metro, ônibus e trolebus! E ainda por cima vc pode comprar um bilhete válido pela semana!
Os metros não tem catacra, então você pode entrar tendo o bilhete ou não. Mas de vez em quando a polícia fica nas saídas do metro conferindo se os passageiros tinham bilhete. Isso aconteceu uma vez só, e foi de noite, acho que por volta das 22:30, e o metro estva lotado.
Em Praga ficamos no Hote Central, com café da manhã incluso. Mais caro que os hostels, mas era a última cidade da viagem e estávamos lá pra ver o Festival de Dança: Let´s Dance.


Projeto Mochilão - Banavie, Fort William, GlenCoe

Saimos de Kyleakin de manhã cedinho, pegamos um ônibus para Amadale. Lá pegamos o ferrie boat para Mallaig. Ficamos esperando o trem em Mallaig um tempão, deu tempo de chover, parar de chover e fazer sol... É uma cidade pequena, portanto a estação de trem também é pequena, andamos só ao redor da estação, então achamos algumas lojinhas de souvenir e um supermercado (almoço!!).
Entre Mallaig e Fort William fica uma paisagem famosa e que atrai muitas crianças, a ponte que aparece no filme do Harry Potter, aquela que leva pra Hogwarts. E tem uma maria fumaça que faz esse trajeto, não é a que aparece no filme (a que aparece no filme também fica na Escócia, mas faz outro trajeto), mas é muito charmosa. Infelizmente não andamos nela, fomos com o trem normal.




 A maria fumaça que faz o trajeto entre Fort William e Mallaig é a Jacobite, e é necessário comprar as passagens antecipadamente pelo site, afinal é um trajeto turístico. Quando o Jacobite chega em Mallaig, em um dos vagões, se abre uma lojinha de souvenirs... Eu até comprei uma foto da ponte!





 
Mas enfim, pegamos o trem normal, sentamos na janelinha e logo descobrimos quando a ponte de aproximava, porque todas as crianças do trem penderam para o lado do trem que dava pra ver a ponte.

                                             foto tirada do site:http://westcoastrailways.co.uk/
                                                                 (esse é o cartão postal que eu comprei!)

Descemos em Banavie, que é uma vilazinha (no wikipedia é chamada de settlement), quando desce do trem de um lado tem Banavie do outro tem Caol (outro settlement). Banavie não tem mercado, mas Coal tem, e fica aberto até as 22:00, Banavie também não tinha restaurantes, o rapaz do hostel nos recomendou um pub/restaurante em Caol. Em Banavie ficamos no hostel chasing the wild goose, simpático, limpo, e com banheiros muito esquisitos. Se ficar lá não se esqueça que a recepção não abre de manhã, e fizemos um depósito (5 libras) pela chave do hostel e não conseguimos pegar de volta por causa disso.



Caol tinha um lindo laguinho, mas infelizmente parecia que tinha saido de um filme de terror, ou aqueles jogos em que bombas nucleares destroem o mundo e os sobreviventes ficam presos a músicas e coisas dos anos 50.

De volta a Banavie, é um cidade pequena, mas tem um ponto turístico: Neptune´s staircase. Andamos ao lado dela inteira, mesmo estando chovendo.

De Banavie pegamos um ônibus para Fort William (originalmente íamos ficar lá, mas não conseguimos achar vaga), e de lá um ônibus para Glen Coe. O Glen Coe visitor center fica no meio da estrada, o motorista até acha estranho e pergunta se as pessoas vão ficar seguras descendo no meio da estrada. Lá fizemos as caminhadas curtas: Glencoe Woodland Walk e An Torr Woodland Walks. São bem curtinhas e com o caminho bem marcado, é difícil se perder, mas há mapas a venda no Visitor center.
No Visitor center tem lanchonete, loja de souvenirs e uma exposição (tem que pagar para entrar).



Existem várias atividades que podem ser feitas em Gen Coe, infelizmente não fizemos nenhuma, e olha que não foi por falta de procurar, a Escócia foi a parte mais difícil de planejar da viagem.

Por isso voltamos a Fort William (pegamos o ônibus no meio da estrada pra voltar), passeamos mais um pouco na cidade, ela possui uma rua inteira de lojas de camping e afins.

Agora que eu já fui, recomendo os sites:
Discover Glencoe
Outdoor Capital of UK